Revenda Folheados de Qualidade

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

AGRURAS DE UMA MULHER NA TPM


ADOREI ESSE TEXTO E TIVE QUE POSTÁ-LO AQUI. REITIREI ELE DA SEGUINTE PÁGINA: http://pedemanga.blogspot.com/2007/09/as-agruras-de-ser-mulher.html
Tpm acaba comigo. Antes nem era assim, mas parece que fui ficando menos jovem (pra não dizer mais velha) e a situação foi piorando. É stress (além do normal), é vontade de chorar, é sensibilidade, é instabilidade, é coração apertado, é impaciência, é confusão na cabeça, é tanta coisa que às vezes eu me pergunto como é que a gente aguenta.

Tudo fica mais difícil de se resolver nessa época. E parece que as coisas teimam em acontecer exatamente quando a gente não tá com cabeça nem pra decidir o que comer no almoço. As decisões mais difíceis aparecem, as pessoas te cobram e você tem que mostrar resultado. Afinal, é só uma TPM!

E pra completar o quadro triste ainda tem a maldita cólica, e a minha é de lascar fios. Eu enjôo, minhas pernas doem, minha cabeça dói, o mundo gira e ainda tem aquele engraçadinho pra dizer: ''ah é cólica? então não é nada não''. Se eu fosse má desejaria que todos os homens tivessem 1 semana de cólica como eu (sim, minha cólica é antes, durante e depois, porque desgraça pouca é bobagem.), mas como não sou, queria que tivesse só um dia mesmo pra vocês verem como é legal.

Tenho pena de quem tá perto de mim, ontem mesmo eu tava um porre. Mas isso passa. E quando passar eu vou tá bem, sorrindo pro vento, abraçando todo mundo e pulando feito criança. Agora é só ter um pouquinho de paciência (eu e os que estão por perto) enquanto a vida não volta ao ''normal''.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação". (Autor desconhecido)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Cachorro e o Coelho



Eram dois vizinhos.
Um deles comprou um coelho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho também quiseram
um animal de estimação.
O homem comprou um filhote de pastor alemão.

Conversa entre os dois vizinhos:

- Ele vai comer o meu coelho!

- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote.
Vão crescer juntos, "pegar" amizade.

E parece que o dono do cão tinha razão.
Juntos cresceram e se tornaram amigos.
Era normal ver o coelho no quintal do cachorro
e vice-versa.
As crianças, felizes com os dois animais.

Eis que o dono do coelho foi viajar com a família
e o coelho ficou sozinho.

No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando, de repente,
entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto.
Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo!
O cão levou uma surra!!!

Dizia o homem:

- O vizinho estava certo, e agora?
Só podia dar nisso!

Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.
E agora!?
Todos se olhavam.
O cachorro, coitado, chorando lá fora,
lambendo os seus ferimentos.

- Já pensaram como vão ficar as crianças?

Não se sabe, exatamente, quem teve a idéia,
mas parecia infalível:

- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho,
depois a gente seca com o secador
e o colocamos na sua casinha.

E assim fizeram.
Até perfume colocaram no animalzinho.
Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.

Logo depois, ouvem os vizinhos chegarem.
Notam os gritos das crianças.

- Descobriram!

Não passaram cinco minutos e o dono do coelho
veio bater à porta, assustado.
Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho, o coelho...

- O que tem o coelho?

- Morreu!

- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.

- Morreu na sexta-feira!

- Na sexta?

- Foi. Antes de viajarmos,
as crianças o enterraram no fundo do quintal e,
agora, reapareceu!

A história termina aqui.
O que aconteceu depois, não importa.
Mas o grande personagem dessa história
é o cachorro.
Imagine o coitado, desde sexta-feira
procurando, em vão, pelo seu amigo de infância.
Depois de muito farejar, descobre o corpo.
morto e enterrado.
O que faz ele?
Provavelmente, com o coração partido,
desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos,
imaginando o que fazer para ressuscitá-lo.
E o ser humano continua o mesmo,
sempre julgando os outros...

Outra lição que podemos tirar dessa história
é que o homem tem a tendência de julgar os fatos,
sem antes verificar o que, de fato, aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas
das situações
e nos achamos donos da verdade?

Histórias como essa, são para pensarmos bem
nas atitudes que tomamos.
Qualquer tolo pode criticar, condenar e reclamar -
e muitos o fazem.
Mas é preciso caráter e auto-controle
para ter compreensão e perdoar.

(autor desconhecido)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Folha em branco


Recebi este texto por email e gostei muito, por isso, divido ele aqui com você.

Certo dia eu estava aplicando uma prova, os alunos, em silêncio tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.

Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço,se dirigiu a mim e disse:

- Professor, pode me dar uma folha em branco ?

Levei a folha até sua carteira e perguntei porque queria mais uma folha em branco.

Ele respondeu:

- Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.

Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz, dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo por ele.

Aquela sua atitude causou-me simpatia.

Hoje, lembrando aquele episódio simples, comecei a pensar quantas Pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que DEUS lhe deu até agora, e só tem feito rabisco, confusões, tentativas frustradas e uma Confusão danada...

Acho que, agora, seria um bom momento para se pedir a DEUS uma folha Em branco; uma nova oportunidade para ser feliz.

Assim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e Esforço do aluno, uma vida boa, também depende da atenção que dermos aos ensinamentos do professor nosso DEUS.

Não importa qual seja sua idade, condição financeira, religião, etc. Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo.

Não se preocupe em tirar 10 (dez), ser o melhor, preocupe-se apenas em Ter a simpatia do Mestre.

Ele está mais interessado em quem pede ajuda, portanto, só depende de você.

Que o Senhor te abençõe, guarde a tua vida e te dê a Paz!

domingo, 25 de outubro de 2009

PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO

FALAMOS DEMAIS, OUVIMOS DE MENOS, DISCUTIMOS MUITO, DIALOGAMOS POUCO.

Saber se comunicar é a chave para bons relacionamentos!



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SALMO 121

Elevo os meus olhos para os montes: de onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará.
Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel.
O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita.
De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite.
O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida.
O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A CRIAÇÃO - Obra perfeita


N
o início Deus criou os céus e a terra. A terra era sem forma, vazia, escura e coberta de água. O Espírito de Deus flutuava sobre a água. E Deus disse: “Haja luz”, e ela apareceu. Deus viu que a luz era boa.

Ele separou a luz da escuridão, e chamou a luz de “dia” e a escuridão de “noite”. A tarde e a manhã foram o primeiro dia.

E Deus disse : "Que haja um grande espaço entre as águas debaixo do céu e as de cima".

E Ele chamou o espaço de "céu". A tarde e a manhã foram o segundo dia.

Deus disse: "Que as águas debaixo do céu se ajuntem em um lugar, e que haja um espaço seco".

Ele chamou o lugar seco de “terra”; e chamou de “mares” o ajuntamento de águas. Deus viu que isso era bom. E Deus disse: "Que a terra produza ervas, plantas e árvores frutíferas"; e isso aconteceu, e Deus viu que tudo era bom. A noite tarde e a manhã foram o terceiro dia.

Deus disse: "Que haja luzes no céu para determinarem as estações, os dias e os meses". Deus criou duas grandes luzes; o Sol para governar o dia, e a Lua para governar a noite. Ele criou também as estrelas, e as espalhou pelo céu para que iluminassem a Terra. Deus viu que isso era bom. A noite e a manhã foram o quarto dia.

Deus disse: "Que as águas fiquem cheias de criaturas vivas, e que as aves voem pelo céu". Deus criou grandes animais marinhos e tudo o que se move nas águas. Criou peixes e aves, e viu que tudo era bom, e os abençoou dizendo: "Sejam frutíferos e se reproduzam". E a tarde e a manhã foram o quinto dia.

Deus disse: "Que a terra se encha de criaturas vivas". Então ele criou os animais da terra, o gado e tudo que rasteja, para se reproduzirem; e Deus viu que isso era bom.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O mundo ainda não estará perdido enquanto alguém em algum lugar lutar pelo certo.


(Narrativa de David Coimbra, jornalista)

Ontem saí de casa mais cedo do que o normal, a temperatura era amena de primavera, o dia estava amarelo e azul, do som do meu carro se evolava o rock suave da Rádio Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói... Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter. Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.
O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu.. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição. Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.
A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.
A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado. Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.


Texto publicado no jornal Zero Hora de 26/09/2008

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CICATRIZES


Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa. Vôou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela
enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia. Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe. Mas era tarde. Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou. A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível, entre os dois.
O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir. Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré. De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava.
Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma,
perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter: “Mas olhe em meus braços”. “Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também”. “Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir”.
Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino.
Nós também temos muitas cicatrizes. Não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática. Mas as cicatrizes de um passado doloroso. Algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor. Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir. E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando.
Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir. Lembre-se do jacaré e muito mais daquele que mesmo em meio a tantas lutas nunca vai te abandonar. Deus certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.
LEMBRE-SE SEMPRE QUE VOCÊ É ESPECIAL PARA DEUS.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Recomeço


"Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final."

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PARA REFLETIR

"O pessimista vê a dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê a oportunidade em cada dificuldade."

domingo, 23 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Amor imenso


Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 6:16)

Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. (I João 3:1)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

DIÁLOGO SOBRE CONFLITO


Por que interiormente, pessoalmente, psicologicamente, nos achamos em tais conflitos? É necessário isso? E é possível viver uma vida inteiramente isenta de conflito, sem nos deixarmos ficar a vegetar, a dormir? Não sei se tendes pensado a esse respeito e se isso é problema para vós. A meu ver, o conflito destrói toda forma de sensibilidade, deforma todo pensamento; e onde existe conflito, não existe amor. O conflito é essencialmente ambição, adoração do êxito. E nós nos achamos num estado de conflito, interiormente, não apenas no nível superficial, porém muito profundamente em nossa consciência. Estaremos cônscios disso? E, se estamos, que fazemos a esse respeito? Tratamos de fugir a esse estado, frequentando igrejas, ouvindo rádio, buscando distrações, entretenimentos, deleites sexuais, e tudo o mais, inclusive os deuses que cultuamos? Ou somos capazes de encarar o conflito, “ir até o fim”, e descobrir se a mente pode ficar de todo livre dos conflitos?

O conflito implica, sem dúvida nenhuma, contradição: contradição no sentimento, no pensamento e na conduta. Existe contradição quando desejamos fazer uma coisa e somos forçados a fazer o contrário. Para a maioria de nós, quando existe amor, existe também ciúme, ódio; e isso é também contradição. No apego, há angústia e dor, portanto contradição, conflito. Parece-me que tudo o que tocamos produz conflito, e tal é nossa vida, da manhã à noite; e mesmo quando dormimos, nossos sonhos são os símbolos perturbadores de nossa vida cotidiana.

Assim, ao considerarmos o estado total de nossa consciência, verificamos que nos achamos no conflito da autocontradição — a eterna luta para sermos bons, nobres, isto e não aquilo. Por que será assim? Tudo isso é necessário, ou é possível viver sem esse conflito?

Como disse, estamos examinando esta questão, não ideologicamente, porém concretamente, isto é, pondo-nos cônscios de nosso estado de conflito para compreendermos o que ele implica e nos mantermos em contato real com ele — não através de ideias, de palavras, porém pelo contato real. É possível isso? Como sabeis, podemos pôr-nos em contato com o conflito através da ideia; e, com efeito, estamos mais em contato com a ideia do conflito do que com o próprio fato. E a questão é se a mente pode abandonar a palavra e pôr-se em contato com o sentimento. E pode-se descobrir por que existe esse conflito, se não estamos cônscios do processo total do pensar — não do processo total do pensar de outrem, porém de nosso próprio pensar?

Indubitavelmente, há divisão entre o pensador e o pensamento, com o pensador lutando perenemente por controlar, moldar o pensamento. Sabemos que é isso que está acontecendo, e enquanto existir tal divisão, terá de haver conflito. Enquanto houver experimentador e experiência como dois estados diferentes, haverá conflito. E o conflito destrói a sensibilidade, destrói a paixão, a intensidade. E sem paixão, sem intensidade, não podemos “ir até o fim” de nenhum sentimento, nenhum pensamento, nenhuma ação.

Para irmos “até o fim” e descobrirmos a essência das coisas, necessitamos de paixão, intensidade, de uma mente sobremaneira sensível — não mente instruída, mente repleta de conhecimentos. Sem paixão, ninguém pode ser sensível; e a paixão, esse impulso para o descobrimento, se embota na batalha constante que se trava dentro em nós. Infelizmente, aceitamos como inevitáveis a luta e o conflito, e dia a dia nos tornamos mais insensíveis, mais embotados. E esse estado, em sua forma extrema, leva-nos à insanidade mental; mas, em geral, buscamos refúgio nas igrejas, nas ideias, e em coisas superficiais de toda ordem. Mas, é possível viver sem conflito? Ou estamos tão condicionados pela sociedade, por nossas próprias ambições, nossa avidez, inveja, a busca de êxito, que aceitamos o conflito como algo bom, coisa nobre, e de finalidade precisa? Seria vantajoso, penso, se cada um de nós pudesse averiguar o que realmente sentimos a respeito do conflito. Aceitamo-lo ou nos deixamos enredar por ele, sem sabermos como livrar-nos dele, ou estamos satisfeitos com nossos múltiplos meios de fuga?

Isso significa, realmente, investigar toda a questão do autopreenchimento e o conflito dos opostos, e ver se tem alguma realidade o pensador, o experimentador, com seu perene ansiar por mais experiência, mais sensação, horizontes mais amplos.

Só existe pensar, e nenhum pensador; só um estado de experimentar, e nenhum experimentador? No momento em que nasce o experimentador, graças à memória, tem de haver conflito. Isso se me afigura bem simples, se já: pensastes a seu respeito. Essa é a verdadeira raiz da autocontradição. Para a maioria de nós o pensador se tornou sumamente importante, e não o pensamento, o experimentador, não o estado de experimentar.

Isso, com efeito, implica na questão de que estivemos tratando noutro dia, ou seja, o que entendemos por ver. Vemos a vida, uma pessoa; uma árvore, através de ideias, opiniões, lembranças? Ou estamos em comunhão direta com a vida, a pessoa, ou a árvore? Penso que vemos através de ideias, lembranças e juízos e que, por conseguinte, nunca vemos nada. Assim, vejo-me a mim mesmo tal como “eu realmente sou”, ou vejo-me como “eu deveria ser” ou como “eu fui”? Por outras palavras, a consciência é divisível? Falamos com muita facilidade a respeito da mente consciente e da mente inconsciente, e das muitas camadas entre ambas existentes. Existem essas camadas, essas divisões, e elas se acham opostas umas às outras. Temos de percorrer todas essas camadas, uma a uma, para nos livrarmos delas ou tentarmos compreendê-las — maneira muito cansativa e ineficaz de resolver um problema — ou é possível varrermos todas as divisões, todo esse conjunto, e tomarmos conhecimento da consciência total?

Como dizia noutro dia, para nos tornarmos cônscios totalmente de uma coisa, necessita-se de percepção, visão, não colorida por ideia alguma. Ver uma coisa inteiramente, totalmente, não é possível quando existe motivo, um propósito. Se estamos interessados em alguma alteração, não estamos vendo o que realmente é. Se estamos interessados na ideia de que devemos ser diferentes, de que devemos melhorar o que vemos, torná-lo mais belo, etc., não somos então capazes de ver a totalidade do que é. A mente só está então interessada em mudança, alteração, melhoria, aperfeiçoamento.

Mas posso ver-me assim como sou, como consciência total, sem ficar enredado nas divisões, nas camadas, nas ideias opostas, existentes na consciência? Não sei se já alguma vez praticastes a meditação — por ora não discorrerei sobre esta matéria. Mas, se já o fizestes, deveis ter observado o conflito que se verifica na meditação — a vontade lutando para controlar o pensamento, e o pensamento a escapar-lhe sempre. É uma parte de nossa consciência — esse impulso para controlar, moldar, satisfazer-se, ter êxito, encontrar segurança; e ao mesmo tempo a compreensão do absurdo, da inutilidade, da futilidade de tudo isso. A maioria de nós tenta desenvolver uma ação, uma ideia, uma vontade de resistência, para servir como uma espécie de muralha em torno de nós mesmos, e dentro dessa muralha esperamos permanecer num estado de ausência de conflito.

Ora bem. É possível percebermos a totalidade desse conflito e permanecermos em contato com essa totalidade? Isso não significa permanecer em contato com a ideia da totalidade do conflito, ou vos identificardes com as palavras que estou empregando; mas, sim, significa estar em contato com o fato da totalidade da existência humana, com todos os seus conflitos de tristeza, sofrimento, aspiração e luta. Significa enfrentar o fato, “viver com ele”.

Como sabeis, “viver com uma coisa” é extremamente difícil. “Viver com aquelas montanhas” que nos cercam, com a beleza das árvores, com as sombras, a luz matinal, a neve, “viver com isso” realmente, é muito difícil. Todos tomamos conhecimento dessas coisas, não é verdade? Mas, vendo-as dia por dia, embotam-nos diante delas, como acontece com os camponeses, e nunca mais tornamos a olhá-las realmente. Mas “viver com a coisa”, vê-la cada dia como nova, com clareza, com sensibilidade, com apreciação, com amor — isso requer enorme soma de energia. E “viver com uma coisa feia” sem que essa coisa feia possa perverter, corroer a mente — isso requer por igual muita energia. “Viver tanto com o belo como com o feio” — como temos de viver, em nossa existência — requer descomunal energia. E essa energia é rejeitada, destruída, quando nos encontramos num estado de perpétuo conflito.

Assim, pode a mente olhar a totalidade do conflito, “viver com ele”, sem aceitá-lo, nem rejeitá-lo, sem permitir que o conflito nos deforme a mente, porém observando realmente todos os movimentos internos de nossos próprios desejos, geradores de conflito? Acho que isso é possível — não apenas possível, mas, quando penetramos mui profundamente o conflito, quando nossa mente está apenas a observar e não a resistir, a rejeitar, a escolher, eis o que acontece. Então, depois de chegardes até aí, não em termos de tempo e espaço, porém com a experiência real da totalidade do conflito, descobrireis por vós mesmos que a mente é capaz de viver muito mais intensa, apaixonada e vitalmente; e uma mente assim é essencial para que possa surgir na existência aquela “certa coisa imensurável”. A mente em conflito jamais descobrirá o verdadeiro. Poderá tagarelar incessantemente acerca de Deus, da bondade, da espiritualidade e tudo o mais, mas só a mente que compreendeu de maneira completa a natureza do conflito e, por conseguinte, se acha fora dele, só ela pode receber aquilo a que se não pode dar nome, aquilo que não pode ser medido.

Krishnamurti – Do Livro: O PASSO DECISIVO – Ed. Cultrix